23 de julho de 2010
17 de abril de 2010
Bresson, o pai do fotojornalismo


Quase sempre é assim. Alguém que por motivos ainda não completamente compreensíveis pela mente humana vem ao mundo e deixa um legado que muda a história para sempre. Pois foi Henri Cartier-Bresson que deu o pontapé inicial nos pilares do fotojornalismo que perduram até os dias de hoje.
Foi ele quem nos ensinou que aprimorar o olhar, aproximar-se do fato e ter discplina mental são indispensáveis a fotografia. As imagens que foram deixadas por este francês genial são ainda admiradas e inspiram inúmeros profissionais na hora de retratar cenas.
Seu enquadramento, o trabalho com a luz que no preto e branco valoriza tanto os contrastes, o olhar que transmite simplicidade e ao mesmo tempo sublimação...O cara foi artista retratando a vida! Isso é simplesmente espetacular para mim...É por isso que eu faço jornalismo!
Graça, leveza, poesia...Tudo isso em uma imagem. É por isso que dizem, que uma imagem diz mais que mil palavras! Viva Bresson!
Vamos nos deliciar

Para quem se interessar, é só buscar por Henri Cartier-Bresson no You Tube que tem uma série de entrevistas e documentários!
Philip Jones Griffiths
“The only thing we photographers really want more than life, more than sex, more than anything, is to be invisible.”
www.henricartierbresson.org
2 de dezembro de 2009
Dicas para quem ainda não é profissional



Lentes coloridas ou de efeito, iluminação - com ou sem rebatedor - composição da imagem...Parece fácil fotografar, e pode até ser quando a captação é realizada puramente por diversão. Mas quando o assunto é fotografia profissional, tudo muda. Há uma necessidade em extrair a melhor imagem possível do momento retratado. É por isso que neste ramo, que pode, a primeira vista, parecer empírico, existe sim muito estudo e dedicação. Por isso, seguem algumas dicas para os interessados no assunto:
Filtros 
Muitos foram dispensados depois do advento da fotografia digital: é muito mais fácil e cômodo adicionar uma coloração azul na sua foto editando na pós-produção do que colocando um filtro colorido na lente – isso é fato. Porém, existem filtros que não podem ter seus efeitos reproduzidos na pós-produção. Por isso ter esses filtros essenciais é super recomendado. São eles:
+ Polarizador: reduz reflexos causadas por superfícies refletoras e amplifica contrastes. É muito usado para fotografar a natureza.
+ Close Up: confere nitidez a objetos próximos os quais exigiriam uma lente macro
+ Cross-screen: faz com que os pontos de luz de uma foto virem “estrelas”, criando efeitos muito bacanas. É bastante usado no natal e em fotos noturnas mas traz resultados bonitos também se aplicado mais discretamente.
Composição da Imagem
Composição é o arranjo dos elementos do quadro: o assunto principal, o primeiro plano, os motivos secundários. É a qualidade estética da imagem que inclui textura, equilíbrio de cores, formas e outras variáveis que, combinadas, formam uma imagem comunicativa e agradável de se ver. Existem conceitos diversos de composição e um que gosto muito é o uso de Linhas. Podemos usar linhas tanto literalmente quanto “embutidas” dentro de uma forma ou imagem.
+ Uma só linha ou linhas não paralelas podem adicionar profundidade e também guiar o olhar do observador pela imagem.
+ Linhas em padrão simétrico dão uma sensação de cuidado e simetria à foto. O uso contínuo de linhas também adiciona profundidade (conforme as linhas perdem espessura ou nitidez).
Iluminação
A iluminação mais básica, no caso de um estúdio consiste em iluminar o fundo e o assunto. Digamos que, para um setup básico, você vai precisar de uma luz principa (1), uma luz de preenchimento (2) e uma luz de fundo (3). Contudo, com essas noções para o fotojornalismo é possível melhorar signitivamente condições de captação muito adversas.
18 de novembro de 2009
A rotina na redaçao do jornal

Nesta semana o Editor de foto do Correio do Povo, Ricardo Giusti, me contou por email como é o dia do editor e dos fotógrafos de um jornal. Pois lá vai o relato dele:
- Depois que as pautas são distribuídas na redação, o repórter passa na sala da fotografia e encontra o fotógrafo designado para acompanhá-lo. Leio a pauta e indico o fotógrafo que se encaixa melhor. O ideal é que o fotojornalista se dê bem em todas - este sim será um repórter de verdade, ganhará aconfiança da chefia..."Trará a foto", como se diz.
- A escolha da imagem que sera publicada parte do próprio editor de fotografia, e caso seja preciso do editor da página.
O meu critério para escolha - acredito que seja o mesmo de muitos editores... É a qualidade técnica relacionada ao contexto da matéria.
- Mas cada dia é diferente do outro em termos de jornalismo...Podemos ir para casa no fim do dia felizes com a obtenção de uma bela foto para uma reportagem, e no dia seguinte não. Como você se sentiria obtendo uma foto certa para a cobertura de uma chacina com seis, sete ou oito mortos? O sucesso está em cobrir uma guerra ou a agenda do presidente Lula?
- Em todos os casos, a matéria perfeitamente ilustrada é aquela em que a foto mostra mais que o texto, fala por sí só.
E quanto a isso, até mesmo o fotógrafo publicitário, Eduardo Bussolin, concorda:
Ele comenta que qualquer foto, seja jornalística ou publicitária, tem que expressar exatamente o que o momento representa. "A foto fala", afirmou o Eduardo.
Para ilustrar esse post, utilizei fotos feitas pela estudante de jornalismo da FAMECOS, Isadora Neumann, que está fazendo o TCC sobre o assunto e tirou essa foto acima na redação da Zero Hora.
Confira alguns links sobre foto interessantes:
FOTÓGRAFOS DO MUNDO
EDITOR ONLINE PICNIK
4 de novembro de 2009
Boas fotos: o olhar do fotógrafo é mais importante do que o equipamento...

foto acima-André Cherri
Eu estava conversando com a minha antiga colega de Blog, a Paola, quando de repente surgiu o assunto 'equipamentos fotográficos', eu com a minha humilde Nikon D40 me perguntando, será a que conseguirei fazer boas fotos com ela? Bom, para um trabalho profissional com certeza faltará alguma coisa, mas descobri que nem tudo está perdido. Perguntei para o fotógrafo da Folha de São Paulo, Danilo Verpa e ele me contou o seguinte:
-Acho que o equipamento pouco influencia para se fazer uma boa foto! Já vi muitos fotógrafos com equipamentos de última geração, mas com um trabalho muito pouco elaborado. O que vale é o olhar, a intuição, criatividade e a técnica de cada fotógrafo. A maneira que cada fotógrafo observa e registra o mundo é muito singular.
Ele me escreveu que atualmente os fotógrafos contratados da Folha trabalham com a CANON Mark III, e os Freelancers com equipamento próprio. O equipamento dado pelo jornal é um corpo de câmera CANON Mark III, uma lente CANON 16-35 (2.8.), lente CANON 35-70 (2.8), lente 70-200 (4.0), e dois flash CANON 580, mais laptop, cartões de memórias e acessórios.
O Danilo ainda deu uma dica super valiosa:
-tem que estar sempre preparado para o inesperado. Não gosto e quase não uso flash em minhas fotos. A luz natural se souber trabalhar, é sempre a melhor saída.
Para ele, a fotografia está na criatividade de cada um. Assim como para o fotógrafo Ênio César, da Revista Época. Ele acredita que a criatividade, estudo e talento influenciam muito em uma boa foto, portanto, se a pessoa tiver isso tudo, dificilmente o equipamento vai determinar o resultado, a não ser em situações específicas.
Bem, depois dessas palavras, estou com esperanças de fazer boas imagens com a minha D40!
As imagens do Danilo Verpa estão na web,
A imagem que ilustra esse post é do Danilo Verpa em ação! E informações sobre a Mark III utilizada pela folha no vídeo abaixo...
21 de outubro de 2009
Uma pausa para falar em telecentros
Olá!
Neste post, sairei excepcionalmente do tema do blog para cumprir uma tarefa lançada pelos professores da cadeira de Jornalismo Digital: conhecer um telecentro. Bem, fazendo o "tema de casa" eu descobri algo que, pode até ser desmentido pela ciência, mas foi o que eu observei: o telecentro do Mercado Público, onde estive esta manhã, promove de maneira intensiva a inclusão digital. Isso porque é justamente esse o objetivo - o local compõe um projeto da Prefeitura de Porto Alegre em parceria com o Sindilojas que possibilita acesso gratuito a qualquer pessoa, de qualquer idade, durante até uma hora por turno.
Aliás, é por esse motivo que sites como orkut e aplicativos como msn são bloqueados. De acordo com a concepção estipulada pela Prefeitura, esse tipo de acesso (com finalidade de puro entretenimento), não seria colocado como inclusão. Mesmo assim, conforme os dados de Cauê Mengue, monitor do local, o problema dos acessos por distração continua - já que muitos internautas utilizam seus emails como "bate papo". Apesar desses desvios, o saldo com certeza é positivo no sentido de inclusão social - o Telecentro do Mercado Público promove cursos de informática básica que são procurados principalmente por adultos e idosos.
Só para se ter uma idéia do projeto, a média de pessoas que circulam no espaço, localizado no segundo andar do Mercado Público de Porto Alegre, é de 100 a 200 por dia. Como se pode ver pelas fotos tiradas às 10h15 de hoje, os computadores já estavam ocupados e havia lista de espera. É mais uma prova da necessidade massiva desta máquina nada inocente em nossa vida.
16 de outubro de 2009
Quando e como ousar?

Até o próximo post.